Ao contrário do que pensam Antônio Lopes e Juca Kfouri, o MALA, acho que toda a pataquada do Campeonato Brasileiro 2005 foi brilhantemente representada por Giovanni, atacante santista, quando, na saída de bola, após o 3º gol corintiano, levantou a bola e chutou pra longe, dando início ao espetáculo.
Maravilha de disco esse novo do Franz Ferdinand. Na primeira audição, depois dos 44 minutos das 13 faixas, você mal percebe que o álbum terminou e já lembra de pelo menos umas 5 ótimas músicas. Mas nem precisa: valeria só por Eleanor Put Your Boots On.
Estar no Orkut é como ser uma cortiça onde todo mundo pode pendurar um bilhete, e, pior, todo mundo pode ler os bilhetes pendurados. É fermento para a neurose dos ciumentos, e tormento para o ciúme dos neuróticos. É possibilidade de reencontrar amigos antigos, e fazer novos: “Há quanto tempo, os anos passaram, olha você! Vamos marcar aquele chope, e falar de antigamente, coisa e tal?’. Não, não quero reencontrar você, colega de escola de vinte anos atrás. “Mas a gente brincava de pique-esconde e gato-mia!” E daí? Por algum motivo paramos com isso, e não acho prudente voltar, meu querido amigo. Não tenho saudades, muito menos tempo, e a vida vai indo bem sem você nas últimas décadas. Se nos esbarrarmos na rua, garanto um sorriso e um papo largo, talvez até possamos sentar em um boteco e trocar novidades, como quem troca cartões de visita. Mas não quero marcar hora com você, amigo querido de infância que não vejo há vinte anos.