Assertivo

Domingo, Julho 31, 2005

Maia

Um dos aspectos mais interessante em rever pessoas com auxílio do orkut, é reparar nas pequenas lembranças que tais pessoas tem de você. Meus amigos de escola do 1º grau, por exemplo, TODOS deixam scraps relembrando o cara tímido, estudioso e apaixonado por uma menina de nome índigena: Maia. Maia, eu lembro bem, era irmã de uma outra menina que também estudava conosco, Maiana, mas aí não tenho certeza do nome. Mas a Maia, eu vou te contar, era um espetáculo, sentava na cadeira ao lado, adorava ler minhas redações e, pasmem, chutava latinha com a mulecada. Era - e, acreditem, essa era a melhor referência da época - praticamente minha Paty Maionese. De cabelos curtos, negros, lisos, bem magrela. Segundo lembrou um outro amigo dessa época, estudamos juntos durante o curto período entre 4º e 6º série, algo como 1995 até 1997, no EE Alberto Torres, na Vital Brasil, ali no portão do Instituto Butantã.

Enfim, não catei.

Sobre ser estudioso, eu demorei, mas reparei, lá por volta do 1º colegial, que amigos avacalhados, uma quadra de futebol e, obviamente, garotas eram de longe muito mais interessantes que os elogios rasgados que minha mãe recebia em reuniões bimestrais.

Agora sobre ser tímido, foi algo que superei com certa facilidade. Não me lembro como, talvez porque tenha mesmo sido natural. Tudo bem que algumas pessoas ainda confudem as bolas e acham que sou tímido, quando na verdade sou calado; que também pode soar como anti-social. Mas aí já é outro assunto.

Sábado, Julho 30, 2005

Criança diz cada uma

Vítor, sobrinho que passa os finais de semana aqui na casa dos meus pais, sempre que corre para atender o telefone grita desesperado para o aparelho "Péra, já vai". Na insistência do toque, repete mais alto ainda "Calma, tô chegando".



O garoto é ainda autor do seguinte petardo interrogativo: "Se a terra fosse quadrada as pessoa teria cabeça quadrada, tio?"

Sexta-feira, Julho 29, 2005

Aponta pra fé e rema

Lembro que na época do lançamento de Ventura, 3º disco do Los Hermanos, a maioria das resenhas do álbum citava o fato dos cariocas terem "conseguido novamente", fazendo referência ao ótimo trabalho de estréia da banda e ao aclamado 2º disco, Bloco do Eu Sozinho.

E realmente não há outra coisa pra se pensar ouvindo 4, 4º disco do barbudos. Percebi que tem gente fazendo cara feia, falando que os caras mudaram radicalmente e que o disco é complicado. Tsc. Bando de índio. Citam também que o disco é triste, mas disso ninguém discorda, oras. Ouça e perceba que é a conclusão mais óbvia que se pode chegar, principalmente nas músicas de Camelo. Em Pois É, pra ficar só num exemplo, ele canta E ao amanhã a gente não diz / E ao coração que teima em bater, lembrando Todo Carnaval Tem Seu Fim: Mas o dia insiste em nascer.

O disco tem várias músicas ótimas: Sapato Novo, É de Lágrima (destaque para sensacional virada aos 2´30´´), O Vento - que eu cheguei a criticar aqui - Morena, Paquetá, Dois Barcos, Fez-me Mar, Horizonte Distante, Condicional...

É, pode acreditar. Eles conseguiram novamente.

Terça-feira, Julho 26, 2005

Apelo disfarçado

Acho engraçado que agora Robinho venha exigir sua transferência para o Real Madrid, apelando para Fifa, após ter o pedido de intervenção da CBF negado. O jogador argumenta que por ter direito a 30% da multa contratual de 50 milhões de dólares, a obrigação dos Santos é aceitar os 30 milhões de dólares oferecidos pelo time espanhol e liberá-lo. Bôa, Robinho. Pena que segundo o mesmo contrato assinado por você em 30 de Agosto de 2004, ou seja, menos de um ano atrás, e com validade até 30 de janeiro de 2008, tal solução poderia sim ser legal caso a diretoria do Santos concordasse com a transferência, o que os mesmos já deixaram claro que não. E outra: tava na hora mesmo dessas questões contratuais e Lei Pelé funcionarem. Lei Pelé que garante inclusive, em seu artigo 28, que NÃO HÁ limite de valor para multas contratuais em casos de transferências internacionais. Se ferrou, negão.

Então cara, abaixa a bola e vai treinar. Mesmo porque, santista nenhum aguenta uma dupla de ataque formada por Basílio e Giovane.

Segunda-feira, Julho 25, 2005

Pop dos bão


Toda Cura Para Todo Mal, novo do Pato Fu.

Domingo, Julho 24, 2005

O Vento

E aí, todo mundo também achou a música nova do Los Hermanos bem meia-boca?

Sexta-feira, Julho 22, 2005

Anima

Dei uma passada no AnimaMundi 2005. Nunca tinha ido numa das edições anteriores e nessa resolvi dar uma olhada por ser a menos de 15 minutos do trabalho e pelo preço acessível, R$ 5 numa sessão com cerca de 10 curtas. Acabei assistindo a coletânia de curtas nº 4, apenas uma das 21 disponíveis na mostra competitiva. Devo voltar amanhã e ver alguma outra.

Dos que vi, gostei muito de Born to be Alive, curta francês que detalha as vãs tentativas de um gato cabeção de cometer suícido. Personagem inacreditável, o gato. E um dos grandes favoritos pra escolha do público, com certeza.


Frog


Frog é insuportalvelmente engraçado. Poucas vezes ri tanto numa sala de projeção. Imperdível e simples de tudo - lápis sobre papel - o curta explora os momentos mais agitados da vida do sapo. De rir sozinho, lembrando horas depois.


Louise


Outro ótimo também é Louise. Singela rotina de uma velhinha enquanto aguarda a visita dos bisnetos. Segundo o site do Anima, a velhinha, uma belga de 96 anos, não só existe como é também avó da autora do filme. Imperdível.


Pra que tá em São Paulo, a mostra ainda vai até domingo, dia que também rola a premiação. Acontece no Memorial da América Latina. Preços ridículos e diversão garantida. Grade de programação aqui.

Quarta-feira, Julho 20, 2005

Cadê o final, Spielberg?

Guerra dos Mundos é bom sim. Tem lá duas ou três sequências de inclinar a poltrona, mesmo que por puro apelo visual, mas dá uma puta impressão de que Spielberg ficou com preguiça de terminar o filme. Ô finalzinho bunda.

E tem outra coisa: excluam todas as explosões e invasões alienígenas e temos um conflito familiar digno de um episódio de Dawsons Creek. Com destaque para Dakota Fanning, por mais que eu odeie crianças prodígios.

Terça-feira, Julho 19, 2005

Padronizem a legenda amarela

Serei criador e mentor da Campanha Nacional pela Padronização da Legenda Amarela. Perco em média 20% dos diálogos quando filmes têm a maldita legenda branca. Cinemas deveriam, no mínimo, criar sessões específicas para legenda amarela. O cartaz informaria, além de horário e censura, também a cor da legenda. Mas não acredito que alguém goste de legenda branca. Impossível. Então, sejamos práticos, Padronização Já!

Segunda-feira, Julho 18, 2005

Cozinha prática

Bem simples e nada original. Pega teu cereal matinal preferido - recomendo aquelas bolinhas de chocolate - e uma tijela, obviamente proporcional ao tamanho da larica. Daí é só fazer camadas intercalando cereal e leite condensado, sem economizar nesse último, pra gororoba não ficar seca. Indica-se também que a última camada seja sempre de cereal, nunca de leite condensado. Vai fazer diferença, acredite.

Domingo, Julho 17, 2005

Após o fracasso em Atenas...

... Daiane dos Santos garante estar se adaptando rápido ao voleibol de quadra. "Era uma mudança necessária", confessou ao Assertivo.

Sexta-feira, Julho 15, 2005

No repeat do winamp



Já a implicância com White Stripes eu consegui perder com esse Get Behind Me Satan, 3º disco da dupla. Inacreditavelmente bom.

Destaque para as sensacionais I'm Lonely (But I Ain't That Lonely Yet), My Doorbell, As Ugly as I Seem e Passive Manipulation, fofura na voz de Meg.

Vou até ouvir novamente os dois primeiros álbuns para tentar rever opiniões.

Quarta-feira, Julho 13, 2005

No, it's not going to stop

O Kings of Leon seguem Strokes, M.I.A., Morcheeba e muito provavelmente o Wilco na lista do melhor Tim Festival da história, se tudo o que se especula for confirmado.
Oasis, White Stripes (de novo), Interpol, Flaming Lips, Nine Inch Nails, Garbage e Foo Fighters têm propostas para vir ao Brasil...
Todo ano é a mesma coisa. O Lúcio Ribeiro faz uma caralhada de previsões de shows e a indiezada, incluindo-me, fica e, na maioria das vezes morre, na esperança. Strokes, por exemplo, deve ser 3º anos seguido que comenta uma vinda ao Brasil. White Stripes já tá virando Naomi Campbell, uma vez por semestre tá por aqui. Weezer tá confirmado, mas taí uma banda que eu acho chata. Taquei uns discos dos caras no mp3 player pra tentar desfazer a má impressão. Não deu, deixa quieto.

Torço pra confirmarem os Strokes, obviamente, o Wilco, Oasis, Interpol, Flaming Lips e Foo Fighters. Mas aposto em Wilco e Flaming Lips, no máximo.

Terça-feira, Julho 12, 2005

Mulheres de calcinha - série eterna

Goooogle World

Realmente inacreditável esse Google Maps. No modo satélite, dá pra ir com alguns cliques de casa pro trabalho, do trabalho pra faculdade e de volta pra casa. Utopia, com certeza.

De pensar que os caras lançaram apenas uma versão beta da bagaça toda. Imagino, vai saber, que num futuro próximo os caras já tenham as manha de lançar o conteúdo online.

Puta exagero.

Segunda-feira, Julho 11, 2005

Rá!

O colunista Lucas Amorim está em férias.

Sábado, Julho 09, 2005

Não dar conta

René de Paula Jr. comenta em um de seus últimos podcasts sobre o crescimento da internet com o exato termo de não estarmos "dando conta" da quantidade de informações e surgimento de novos serviços. Penso exatamente o mesmo. O próprio podcast, só ficar num exemplo recente, que eu conheci essa semana através de Fred Leal e seu sensacional É Batata, me parece uma ótima alternativa para complementar a já ótima alternativa do blog. Mas me assusta muito o "boom" todo da coisa. Tenho, na maior parte do tempo, a angustiante impressão de estar deixando passar. Prestes a completar 10 anos como usuário de internet sigo achando que a quantidade de aproveitamento disso tudo - repara na, olha o clichê, falta de fronteiras - é mínima, se pensarmos nas possibilidades.

Outra coisa que me incomoda é a eterna absorção das micro informações. E nesse caso me refiro especificamente ao toupeira aqui. A descontextualização de informações, já adquiridas em títulos, não em matérias, é tamanha que a sensação de realmente não "dar conta" assusta.

Mas o Assertivo é avacalhado demais para discutir esses assuntos. Vou aproveitar o sábado para gravar um podcast.

Eu levo essa casa numa sacola

Los Hermanos disponibilizou no seu site oficial uma versão orquestrada de Último Romance, do Amarante, feita por um fã, Guga Brandão, salvo engano. A indiezada ficou louca; tão querendo casar ao som dos Hermanos.

Mas não é que ficou realmente boa? Baixaki.

Sexta-feira, Julho 08, 2005

Cine Trash

Outra tosqueira da brava é essa novelinha da Globo, América. De doer. Não sei quanto aos outros núcleos - não tenho o costume de assistir - mas esse que envolve a dulpa de deficientes visuais Flor (Bruna Marquesine; ainda vai se revoltar e fuzilar o elenco todo) e Jatobá (Marcos Frota, péssimo) e um programa semanal - que, incrivelmente, passa todo dia - apresentado pelo filho do rei, Dudu Braga, é algo extremamente lamentável. Tem lá o fator da inclusão social e da desmistificação do preconceito, eu sei, isso é até bom, mas, puta que pariu, é muito mal escrita a novela. Vai escrever pra Malhação, Glória Perez.

Isso sem analisarmos o núcleo da calça enfiada no rego e a rapaziada de Vila Isabel. Mas aí já é avacalhar demais, deixa quieto.

Lá fora, mensalão e explosão

E por aqui o contador de comentários parou de contar.

É um caralho mesmo.

Quarta-feira, Julho 06, 2005

Play

Há tempos não ocupo tempo vago com um bom e viciante game. Daqueles que rendem horas de boa diversão. Acho que o último foi Max Payne, dublado em português. Bom demais.

Deixo sempre instalado na máquina o Winning Eleven 7, para sempre o melhor emulador de futebol já criado. Acho Fifa Soccer um joguinho para crianças; jogava na época que adorava pegar a França, no maior nível de dificuldade, tentando repetir a final de 98, e enfiava uns 20 a 0 com, pelo menos, uns 12 gols do Ronaldo. Tsc.

Tenho aqui também o Virtua Tennis, melhor jogo de tênis desde aquele clássico do nintendinho 8 bits. Embarque sem medo num Grand Slam que diversão não vai faltar.

Mas e aí? Alguém com alguma boa indicação de game pras férias?

Sábado, Julho 02, 2005

Previsão do tempo

E então eu fui transferido para um condado distante, a Barra Funda. Partindo de um condado ainda mais distante, Jardim Macedônia, extremo absoluto da cidade de São Paulo, já na divisa com Embu, devo demorar, em média, DUAS horas até chegar ao trabalho. Some aí, assim que retomarem as aulas na faculdade, duas baldeações diárias nos trilhos urbanos do inferno, a CPTM.

Maravilha.